EAD pode ultrapassar presencial em 2023


O ensino à distância (EAD) tem crescido em um ritmo mais acelerado do que o ensino presencial nos últimos anos no Brasil. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (abmes), 44%, ou seja, quase metade das pessoas que buscam uma graduação, consideram utilizar a EAD como ferramenta para conquistar os seus objetivos.


Neste ritmo de crescimento, segundo a abmes, em 2023 o País poderá ter mais alunos estudando á distância do que nas salas de aula tradicionais. O índice é ainda maior quando os estudantes são informados que os cursos á distância podem ter etapas presenciais, saltando para 93% de aceitação.


A grande sacada da EAD ´q que o próprio aluno ajusta seus horários com a demanda da faculdade. Foi o que a dona de casa Pamela Piancó, 33, pensou ao se inscrever para estudar Pedagogia.

“Precisava conciliar as tarefas com meus filhos, de seis e três anos”, explicou. Ela está no segundo semestre atualmente. “É muito corrido, mas consigo brechas para estudar pela manhã e à tarde, enquanto cuido das crianças”, disse Pamela à reportagem.


“Estamos falando de um público diferente da graduação presencial tradicional. Trazemos para o ensino superior um público mais velho, mais maduro, que já trabalha com maior intensidade. Esse público precisa da flexibilidade da EAD para completar o curso superior”, afirmou o vice-presidente da abmes, Celso Niskier. (Raphael Pozzi, com informações da agência Brasil).


Mudanças nas regras e flexibilização


Há um ano, o Governo publicou um decreto que define os critérios para a oferta de educação á distância. Entre as mudanças está a possibilidade de a instituição privada de ensino superior ser credenciada exclusivamente para oferta de cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu (especializações e MBAs) na modalidade à distância. Até então, a intuição deveria também ter algum curso na modalidade presencial. (RP)


Segunda graduação é opção


Outra facilidade que o EAD traz aos estudantes é a possibilidade de cursar uma segunda graduação, mesmo já trabalhando em sua área de formação. “Acredito que, como pós e segunda graduação, é mais prático e bem mais barato”, disse a professora Fernanda Bazan, 22, que está no último semestre de Pedagogia para licenciados.A vendedora Danielle Matos, 34, formada em administração, também escolheu EAD para realizar outro sonho: Ciência Naturais com ênfase em Matemática. “Meu filho tinha dois anos e foi uma forma de não me afastar muito dele. O fato de eu poder assistir ao vídeo várias vezes fez com que eu fixasse mais o conteúdo”, explicou. (RP)